Em comemoração ao Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais, lembrado em 23 de abril, escritores e professores se reuniram na manhã daquele dia, no Calçadão da Avenida Brasil para um Manifesto Literário. A fim de incentivar a leitura entre os cascavelenses, livros foram expostos e distribuídos gratuitamente para quem passava pelo local.
Contando com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, o ponto alto do encontro foi quando a escritora e professora de Espanhol, Teresa Stedile, fez uso da palavra e no meio da sua fala começou a arrancar e partilhar páginas de “Bocadillo Literario”, livro de sua autoria que foi lançado no final do ano passado. “Livros que mais se parecem com tijolos não são nada motivadores para se pegar gosto pela leitura. Então, peguem apenas uma página do meu livro e comecem a mergulhar nas maravilhas que este hábito trará à sua vida”, dizia a escritora para as pessoas que ganharam uma página da obra.
O presidente da Academia Cascavelense de Letras (ACL), Antônio de Jesus, chamou a atenção para a questão dos direitos autorais. “Ao escrever um livro, o autor tira da gaveta a sua visão do mundo, as suas experiências, uma criação que provém dos seus sentidos. Sendo assim, é um crime muito grande utilizar-se dessa obra para os mais variados fins sem citar a fonte”, observa.
Outra atividade desenvolvida durante o evento foi uma pesquisa realizada junto às pessoas que se aproximaram do local onde era realizado o Manifesto Literário para saber os hábitos de leitura dos cascavelenses. “Cascavel é uma cidade de muito progresso, mas é preciso que a sua população evolua também intelectualmente. Temos que ler mais do que os dois livros por ano que afirmam as pesquisas. Segundo orientação da UNESCO, é aconselhável que se leiam 25 livros ao ano”, conclui Teresa.
Autor do texto: José Augusto Seibt Seide - Jornalista

